segunda-feira, 23 de março de 2009

JOVENS EDUCADORES AMBIENTAIS

Jovem Educadora ambiental, Adrielle Saldanha atua há 9 anos na área. Participou do Coletivo Jovem de Meio Ambiente do Rio de Janeiro entre 2003 e 2006. Atualmente, é membro do Conselho Estadual de Juventude do Rio de Janeiro - COJUERJ.


R. R.: Quais são os principais desafios que os jovens educadores ambientais enfrentam para lidar com um tema tão complexo como as mudanças climáticas junto a um público infanto-juvenil?

A. S.: Sem dúvida o grande desafio é o acesso a informação de qualidade e precisa.Muitos jovens de hoje encontram-se em locais de difícil acesso a informação. Muito não possuem acesso a internet ou qualquer outro tipo de tecnologia de ingormação. Muita das vezes o único acesso a informação vem através da televisão e que nem sempre fornece a informação com a qualidade devida. É de grande valia que tenhamos uma mídia comprometida com o repasse das informações com qualidade, para que possamos levar a informação aos jovens brasileiros nos mais remotos cantos do Brasil.

R. R. Qual tem sido a sua contribuição na educação ambiental brasileira?

A. S.: A educação ambiental é um processo educativo como qualquer outro. Ela é uma ação que deve ser desenvolvida por todos. Aqui no Brasil, ainda é um pouco recente, mas que já existe a muitos anos. Acredito que a contribuição de um jovem, seja ele brasileiro ou não, mas que reside no país, deve ser o de multiplicar os conhecimentos adquridos durante sua vida. Não só na área ambiental específica, aliás, tudo é meio ambiente. minha contribuição têm sido no que diz respeito a multiplicação dos conhecimentos que ganhei durante os quase 10 anos de militância na área. Não vejo um Brasil sem os agentes multiplicadores de ações e informações. Juntos somos muito mais forte do que imaginamos.

Muitos jovens hoje se articulam em redes em todo o Brasil e trocam informações, vivências e experiências com jovens de todos os cantos. Acredito que esse intercâmbio de informações e vivências são os frutos de uma nova geração de jovens preocupados com o ambiente em que vivem.

R. R. Os jovens estão bem preparados para a missão?

A. S.: Sem dúvida alguma. Os jovens de hoje não são mais alienados quanto a essa questão. Todos tem clareza de sua importância nessa luta. Hoje no Brasil, são quase 50,5 milhões de jovens no Brasil e boa parte deles manifestam desejo de lutar por essa causa. Além do mais, existem muitas organizações, grupos e movimentos de juventude que abraçaram essa cause e hoje lutam para preservar o que é seu de direito. Temos trabalhado muito para deixar para nossas futuras gerações um legado bom.

R. R. A questão das mudanças climáticas está presente e sendo trabalhada de maneira profunda na educação ambiental brasileira?

A. S.: Sim, o tema das mudanças climáticas está mais do que presente. Seja na realidade vivenciada pelos próprios jovens ou mesmo noticiado na TV. Porém a temática precisa ser mais desenvolvida e trabalhada dentro da esfera juvenil. O tema Mudanças Climáticas não deve ser trabalhado apenas como alguma coisa qe está na moda, mas sim por uma realidade real que bate a nossa portae ameaça nossas gerações. Se cada um fizer a sua parte já ajuda. Mas se juntos nos unir, podemos mudar o quadro existente e provocar mudanças significativas. Não adianta dizer que existe a mudança climática, que ela bate a nossa porta, é preciso se unir para lutar contra esse mal que nós, seres humanos, mesmo provocamos.

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