O novo presidente do Conselho Nacional de Juventude, Davi Barros, falou para o boletim do Conjuve na tarde de terça-feira (10/3), logo após a sua eleição para a presidência do Conselho, que este ano passa à responsabilidade da sociedade civil. Davi é representante do Instituto de Juventude Contemporânea (IJC) e foi eleito com 38 votos, superando o candidato Valério Bemfica, do Centro Popular de Cultura. A eleição teve a participação de 50 conselheiros e houve uma abstenção.
1) Na sua opinião o que muda com a sociedade civil à frente da presidência do Conselho?
Davi – Acredito que a sociedade civil assume um papel mais protagonista na condução do Conjuve, inclusive no diálogo - para fora - dessa experiência de controle social. Na condição de sociedade civil, temos a oportunidade de pautar a juventude a partir desse espaço privilegiado de informação que é o Conselho Nacional de Juventude. Acho que a grande mudança está em assumir, tomar a frente das discussões que estão na pauta do Conselho este ano.
2) Qual a sua expectativa pessoal em relação a este desafio?
Minha grande expectativa é poder mobilizar a juventude brasileira para que a gente possa avançar na nossa pauta de discussão. E avançar na pauta significa aprovar o Plano Nacional de Juventude e dar continuidade às mobilizações que o Conselho, junto com a Secretaria Nacional de Juventude, vem realizando a partir da Conferência e do Encontro Nacional dos Conselhos de Juventude. É fazer com que a juventude brasileira tenha condições de criar, de construir a sua plataforma de demandas e direitos e apresentar ao poder público para servir de referência na sua atuação junto aos espaços de controle social. Essa é a minha grande expectativa. Na verdade foi esta a motivação para eu colocar meu nome à disposição do Pleno do Conselho.
3) Qual o maior desafio do Conselho, hoje, considerando as conquistas já obtidas?
Acho que o Conselho precisa se fortalecer ainda mais. Acredito que, internamente, precisamos ter uma equipe mínima que possa dar conta das tarefas. A gente precisa se potencializar e garantir a gestão democrática que a Mesa Diretora anterior vinha conduzindo a partir do colegiado das comissões, e precisamos aperfeiçoar nosso debate em relação ao parlamento e ao governo. Nós queremos ser mais ouvidos pelo governo e pelo parlamento no que diz respeito à condução da Política Nacional de Juventude e à construção dos marcos legais. Então, acho que o grande desafio é colocar esses elementos em prática.
4) O Pacto pela Juventude continua entre as prioridades do Conselho em 2009?
Acho que o Pacto foi uma experiência importantíssima que o Conselho pautou a partir da Conferência, inclusive como guardião daquilo que nós conseguimos com a Conferência Nacional de Juventude, com toda aquela pauta, aquelas prioridades que foram acordadas por mais de 400 mil jovens. Então, nós queremos levar isso à frente e poder prestar contas à sociedade e às organizações juvenis de como estamos buscando efetivar aquelas propostas. E mobilizar a juventude é criar uma relação mais efetiva entre a experiência do Conselho Nacional de Juventude e as experiências estaduais e municipais e, a partir daí, qualificar a intervenção dos novos conselhos para que eles possam, também, ser guardiões do Pacto pela Juventude, para que possam ser, também, aqueles que monitoram a ação do poder público para que a gente possa efetivar as resoluções e as prioridades da Conferência. E ao final do nosso mandato a gente pretende mensurar o impacto nessa relação construída com os conselhos de juventude espalhados pelo Brasil.

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